Mutação

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No âmbito das mudanças sociais, econômicas e políticas que vivenciamos, a mudança interna dos valores que nos acompanham é a mais drástica e difícil de se perceber. Mudamos de hino, de discurso, de amor, mas dificilmente mudamos a nossa essência, seja ela careta ou louca.

Mudamos o Mundo ao nosso redor e mudamos a vida mais perto de nós, só que não percebemos que "mudamos mesmo" quando muda a vida, ou o próprio Mundo. E de agentes passamos a meros espectadores de um filme desconhecido, mas com final previsível.

A desconstrução dos nossos ideais de vida são postos à prova quando ele, o magistral professor de nome Destino, simplesmente "decide". E nos cabe sentir e evoluir. Nos cabe aceitar ou nos revoltar. Podemos mudar tudo, inclusive as formas que compõem nosso corpo-santuário, mas não mudamos a forma em que nos enxergamos dentro deste universo limitado. Somos todos vítimas da perfeição imperfeita do nosso ser errante. Somos todos um amontoado de ferros retorcidos dentro de sociedades hipócritas e ditadoras. Somos todos reféns de nós mesmos, que nos permitimos mudar sempre e quando é conveniente, de preferência no horário comercial e em canal aberto, para garantir os aplausos patenteados e esperados...

Fui! (Mudar de novo e sempre que for possível! Mas com o cuidado de observar se é isso que eu quero ou é isso que eu espero de mim...)