Continência ao amor


Uma cantora se casa por conveniência com um militar que está prestes a ir para a guerra,

mas uma tragédia transforma esse relacionamento de fachada em realidade.”


Continência ao amor é uma produção da Netflix e em poucos dias tornou-se muito popular entre os assinantes, atingindo a marca de longa mais assistido no mundo atualmente. O romance chegou a atingir o Top 10 em 89 países e é baseado em um livro publicado em 2017 pela escritora Tess Wakefield.


Tudo começa com Cassie Salazar (Sofia Carson) e Luke Morrow (Nicholas Galitzine), duas pessoas com personalidades distintas. Cassie tenta ganhar a vida servindo mesas à noite e cantando em um bar de Austin, Texas. Seu verdadeiro sonho é viver de suas músicas e composições, mas é sempre atrapalhada pela dura realidade de muitas contas a pagar e de uma doença perigosa.


Luke é um militar prestes a encarar uma guerra. Ele acredita que achará mais disciplina e conforto nessa nova jornada e procura fugir de alguns problemas que se acumularam na juventude.


Cassie e Luke se encontram brevemente no bar em que ela trabalha e se desentendem com facilidade; aliás, em quase toda a trama eles estão em desavenças, o que tem lá seus pontos positivos e negativos.


Cassie demonstra desde o início como tem personalidade forte e como sempre precisou se virar e se posicionar, mas há muito que ela não pode controlar, como seu diagnóstico de diabetes.


Ela vive sufocada em dívidas médicas e dependente de uma cara medicação. Seu desespero aumenta cada vez mais ao perceber que não tem mais como sustentar a maneira que anda vivendo, então, ao encontrar um velho amigo, Frankie, que é amigo de Luke, ela pede ao amigo que se case com ela, para que tenha acesso a um plano de saúde melhor.


Poderia ser vantajoso para Frankie, já que ele ganharia um aumento por estar casado. O problema é que ele já possuí um relacionamento e não vai abrir mão de sua paixão. Com sua louca proposta recusada, Cassie imagina que chegará ao fim do poço. No entanto, ela não imagina que Luke, o cara que considera tão desagradável, pode ser sua salvação em um casamento de fachada.


O filme tem diversos pontos positivos, como a trilha sonora original, com composições sensíveis e envolventes, a fotografia elegante e os momentos genuínos de duas pessoas perdidas e feridas por acontecimentos da vida. Mas não pude ignorar o roteiro um tanto corrido em algumas questões (e motivações) que foram mencionadas no início do filme, como a diabetes, as dívidas, as questões familiares… quase esquecidas até o final da trama.


Não cheguei a realmente me sentir emocionada ou a vibrar pelo casal principal, senti falta de momentos mais simples e autênticos entre os dois, em que a sensibilidade ou a paixão me envolvessem.


Mesmo assim, Continência ao amor cumpre o papel de romance clichê, perfeito para relaxar em um final de tarde.


Matéria de Alexia Road para a coluna Filmes & Séries

Encontre-a no Instagram: @alexia_road

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