Red Light District



Maria Eugênia Vasquez de Bragança nasceu na Espanha no dia 13 de setembro de 1750 . Aos 14 anos foi expulsa de casa acusada de pecadora por ter sido flagrada em uma cena de sexo com o próprio tio. Aos 17 mudou-se para a Holanda e passou a se chamar Maria Scarlet. Lá iniciou uma nova era de luxo e promiscuidade, onde criou o famoso bordel Maria Scarlet no bairro de Red Light em Amsterdã.


Vamos conhecer um pouco mais sobre o bairro onde passa a história da nossa personagem Maria Scarlet?


Amsterdã é a cidade da liberdade e da felicidade, onde você pode exercer seus desejos sem medo de ser repreendido. A prostituição não é considerada um crime ou ofensa, as drogas são legalizadas e todo mundo é feliz ao seu modo, sem desrespeitar ninguém. Tudo bem ao estilo Maria Scarlet, não é mesmo?


Uma curiosidade bem característica de Amsterdã são os coffee shops, onde você pode degustar legalmente drogas como maconha e haxixe além do famoso space cake, popularmente chamado de “bolo de maconha”. Há também muitas casas com shows sensuais, sex shops e até um museu do sexo!


Amsterdã tem orgulho de si mesma, e com razão, da sua atitude totalmente liberal e tolerante, aceitando o fato de que certas pessoas possam estar no negócio da prostituição, drogas leves e pornografia – sendo isto apenas humano. Aprecie a honestidade de tudo, pois não irá encontrar em outro lugar. Então como se consegue chegar a este lugar? Depende de que zona do Red Light District você procura, pois existem, de fato, “três Red Light Districts” em Amsterdam: o principal fica na área de Walletjes (entre a Estação Central e Nieuwenmarkt), e as duas outras, em Singel (entre Raadhuistraat e a Estação Central) e de Pijp (por detrás de Rijksmuseum).

A viagem que faremos hoje é para a Red Light Light de “De Wallen”: localizado no centro da cidade medieval cruzado por canais e ruelas cheias de bares tradicionais, o “Distrito da Luz Vermelha”, possui cerca de 290 janelas, onde prostitutas oferecem seus serviços.


De bordéis, a lojas de sexo e museus, o Red Light District não deixa espaço à imaginação. O Rossebuurt, como os locais conhecem, é diferente de todos os outros lugares, com certeza! É ali que mulheres, de todas as nacionalidades, desfilam seminuas nas janelas das ruas cheias de charme, vindo da arquitetura do século XIV.


Durante o dia, o bairro não vive tão intensamente e ainda é menos atrativo quando os aspectos sórdidos revelam-se a si próprios com a luz natural do dia. Porém existem mulheres sempre nas janelas, até mesmo durante o dia, a grande parte da ação acontece por volta das onze horas da manhã, quando o bairro, acolhe multidões e quando encarnadas luzes iluminam os canais. A atmosfera continua até cerca das duas ou três horas da manhã quando as multidões desaparecem e os negócios fecham suas lojas.


Importante destacar que é proibido tirar fotos das janelas que se encontram ocupadas. Mas as delícias do sexo não são restritas às ofertas de corpos femininos; existem várias opções de bares gays e cinemas que podem ser encontrados numa rua muito concorrida Warmoesstraat.


Para aquelas pessoas que buscam opções mais “calientes”, existem bastantes de espectáculos de sexo ao vivo, e os mais conhecidos destes espectáculos acontecem nos teatros Casa Rosa (OZ Achterburgwal) e no não menos famoso Moulin Rouge (Oudezijds Achterburgwal 5-7). Para pessoas apenas curiosas, existem inúmeros “Peep shows” que vêm com cabines de vídeo. Mas claro, para pessoas que buscam uma experiência a mais, existem espetáculos mais interativos, como é exemplo dos que acontecem em Bananenbar (Ouderzijds Achterburgwal 37).


Exatamente o que acontece nestes lugares fica para você descobrir, se quiser claro. Existem também uma mistura de vídeos eletrizantes, revistas e brinquedos sexuais.

Exatamente o que acontece nestes lugares fica para você descobrir, se quiser claro.


Existem também uma mistura de vídeos eletrizantes, revistas e brinquedos sexuais.

Embora a área do Red Light District possa parecer repulsiva pra os mais conservadores, não é certamente mais perigosa do que outros lugares para ficar. É realmente uma parte da cidade bastante segura e bem controlada, o coração de Amsterdã de entretenimento noturno. Hotéis localizados diretamente na Red Light District são na grande parte das vezes, escolhidos por visitantes que procuram uma existente vida noturna na noite de Amsterdã.

“Uma curiosidade bem característica de Amsterdã são os coffee shops, onde você pode degustar legalmente drogas como maconha e haxixe além do famoso space cake, popularmente chamado “bolo de maconha…”

Há muito mais sobre a Red Light do que nossa vã filosofia pode alcançar… são diversos programas e perversões que não podem ser contados, apenas vividos por quem se encoraja a encarar um sexo puto por trás do vidro dessas enormes vitrines. E quando as cortinas se fecham é que desmistificamos a moral, o correto modo de viver socialmente, que visitamos o demônio da indecência, cada vez que vasculhamos sua casa em busca de indecência genuína…


uando visitei a Red Light estava acompanhada do meu marido, em plena lua de mel e, confesso, fiquei surpresa com a presença de um senhor magro, alto com uma roupa toda preta e um chapéu de época, também preto, que nos acompanhou por alguns metros, nos oferecendo cocaína. Ali, na frente de todos os que passavam admirando as curvas das mulheres deliciosamente oferecidas, estava um traficante ou um alguém que trabalha para o tráfico, nos oferecendo drogas. Me assustei com o convite e entramos em uma das casas, com um show quase particular acontecendo ali, em meio à olhares curiosos e um cheiro nato de sexo na atmosfera poluída… Uma jovem moça loira com seus seios minúsculos dançava uma espécie de tango, com uma saia preta com suas rendas transparentes que deixavam sua vagina levemente descoberta. Fiquei paralisada nesta cena, com algo que era básico e até banal mas que, de certa forma, continha um enredo de muitas décadas. Algo me chamou a atenção nesta moça e imaginei que ela deveria ter existido ali, em algum outro tempo, oferecendo seu corpo da mesma forma vil que estava fazendo naquele ano de 2006.


Acho que comecei a construir a imagem da Maria Scarlet ali, no padrão imoral da Red Light, que despe de conforto a sensatez e que faz com que busquemos nosso lado mais provocante, entre olhares e ofertas de sexo barato em um bairro que tem o tom vermelho do pecado em sua composição.