Intuição Feminina
- há 4 dias
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A voz baixinha que quase sempre tem razão.
Dizem que a intuição feminina é um mistério.
Eu prefiro chamar de experiência sensível.
Não é magia.
Não é exagero.
E definitivamente não é coisa da nossa cabeça, como muitas vezes ouvimos.
A intuição nasce de algo muito mais profundo: da soma das nossas vivências, das emoções que aprendemos a decifrar e daquela capacidade quase invisível de perceber o que não foi dito.
A mulher entra em um ambiente e sente quando algo não está bem.
Ela percebe no olhar de um filho ou de uma amiga quando existe um problema antes mesmo que ele diga uma palavra.
Ela capta, no silêncio de uma conversa, aquilo que ninguém teve coragem de falar.
Isso é intuição.
Mas, curiosamente, passamos boa parte da vida tentando silenciar essa voz.
A sociedade nos ensinou a duvidar dela.
Será que estou exagerando?
Será que é coisa da minha cabeça?
Olha, pode até ser… mas raramente eu errei.
Às vezes ela vem até em um sonho.
Quantas vezes acordei com o coração apertado e fui digerindo aquilo durante o dia.
A intuição feminina não é sobre adivinhar o futuro.
É sobre sentir o presente com mais profundidade.
Talvez por isso tantas mulheres hoje estejam reaprendendo a confiar nesse radar interno.
Ele não vem do medo, vem da percepção.
Não vem da paranoia, vem da sensibilidade.
Escutar a própria intuição é um ato de respeito consigo mesma.
Porque quando a mulher se escuta de verdade, ela toma decisões mais alinhadas com quem é, com o que sente e com o que merece.
E quanto mais a gente aprende a ouvir…
Menos vezes a gente se perde de si mesma.
Renata Brás para a coluna Fala Brás
Encontre-a no Instagram: @renatabras1


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