Muito Prazer, New York!



NY, quem nunca pensou em morar fora do seu país? Quem nunca pensou em falar uma outra língua? Quem nunca pensou em enriquecer o seu curriculum e com isso conquistar cargos melhores nas empresas onde se trabalhava? Quem nunca pensou em viajar por toda Europa de mochila nas costas e uma máquina fotográfica nas mãos?


Bom, eu sou a resposta para todas essas perguntas acima. Quando criança brincava de boneca e enrolava a língua dizendo que estava falando uma outra  língua que não era o português, claro. Na adolescência, roubava o jornal do meu pai e lia os classificados que procuravam por pessoas para dividir uma viagem. Quanto maior a aventura, melhor eram os meus sonhos. Nunca fui. Se fosse meu pai me deserdava.


Mas o mundo dá voltas, comecei a trabalhar cedo e adorei a experiência de ser dona do meu próprio nariz. Comecei então a perseguir uma carreira e ao longo dos anos o que era opcional virou obrigação. Falar outra língua (inglês), ter experiências internacionais eram motivo seletivo para uma entrevista de emprego. Minha primeira viagem internacional para os Estados Unidos foi em 1995 e no dia em que pisei na terra do tio Sam, eu disse para mim mesma que moraria na América. Foram 11 anos indo para a América em minhas férias, até que um dia após uma entrevista para um novo emprego eu ouvi que eu era over qualify (tinha mais experiência que o cargo exigia e a entrevistadora me confidenciou que o meu curriculum era até melhor que o dela). Após a entrevista, sentei em meu carro, chorei e decidi que iria mudar de pais.


Chicago foi a minha primeira parada. Cidade linda, organizada, limpa e fria. Infelizmente o emprego que eu esperava não aconteceu e viajei 25 horas de trem de Chicago para New York. Cidade barulhenta, cheia de gente, uma miscelânia de cultura, gostos, comidas, fashion, cool, e simplesmente apaixonante.


Me apaixonei pela cidade, pela cultura, pela diversidade. Comecei como todo imigrante começa, tive subempregos, trabalhei por hora, por dia, até conseguir um emprego para uma temporada de verão nos Hamptons, de onde nunca mais sai.


Hoje já são 16 anos de vivência, sou cidadã americana, domino o idioma, tenho meu próprio negócio, no coração de Southampton. Nova língua, novo país, novos sonhos. Aqui tudo é possível desde que você leitora esteja de braços abertos para trabalhar. A América não é para os fracos. Terra de imigrante, gente batalhadora, trabalho é o que não falta!


E você? Está pronta pra colocar a mochila nas costas e pular dentro de uma linha de metrô e conhecer as maravilhas de New York? Vamos nessa?


Matéria de Ana Anselmo para a coluna Bolsa de viagem

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