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Voa, Passarinho


Fatine Oliveira se despediu deste mundo no dia 02 de Janeiro de 2026. Ela foi uma Scarletiana que lutou pelos direitos das pessoas com deficiência física, através da coluna "Corpos Sem Filtro", na Revista MS.


Doutoranda, Mestre em Comunicação Social (UFMG) e ativista, Fatine foi uma das fundadoras do coletivo feminista Helen Keller e do movimento Vidas Negras com Deficiência Importam (VNDI).


Conheci Fatine pelo Instagram e, depois de algumas conversas, a convidei para integrar a equipe de colunistas da Revista Maria Scarlet. Ela ajudou a construir o conceito da coluna "Corpos Sem Filtro"e foi uma grande referência para o norte que a Revista seguiria a partir da sua participação. Sou muito grata à ela, mulher inspiradora, por todos os valiosos ensinamentos que proporcionou à comunidade Scarletiana sobre as questões de inclusão feminina, com agenda pautada na autonomia, emancipação e no enfrentamento às múltiplas formas de discriminação às mulheres com deficiência.


Sempre olhei para a Fatine de uma forma diferente, não a enxergava seu corpo, mas sua alma, que se expandia através das suas palavras e tomava forma todas as vezes em que ela lutava por inclusão. A verdade é que a sua doença, a atrofia muscular nunca a definiu; era sua força que fazia com que ela alçasse voo, todas as vezes em que refletia sobre os preconceitos sociais.


Para mim, Fatine era como um passarinho multicolorido, um daqueles que assobiam alto e que emanam as melhores vibrações. Ela vivia presa em uma gaiola pequena demais para suas ambições e desejos... mas hoje ela está livre. E voando alto, muito alto.


Voa, passarinho. E obrigada pelo canto que você nos deixou.


Fui! (Homenagear sua vida...)

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