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Voltamos à Idade das Trevas ou nunca saímos dela?

  • há 5 horas
  • 2 min de leitura

Vamos falar do assunto do momento: BBB. Você pode não estar assistindo, mas, nas redes sociais, é impossível não ficar sabendo de uma coisa ou outra que acontece na casa.


Este texto é para te mostrar que você não precisa aceitar tudo o que a sociedade impõe, não precisa caber em um número de roupa para ser bela, não precisa estar em um relacionamento para ser bem-sucedida e pode dizer “não” quando quiser.

O reality é o reflexo do que vivemos aqui fora, não dá para negar. E, no momento, o que estamos vivenciando é o aumento do ódio, da violência e da morte de mulheres. Isso voltou a acontecer justamente quando as mulheres voltam a se empoderar, lutar por seus direitos e se profissionalizar. As mulheres estavam com poder demais, o que eu estava amando, mas, para a sociedade machista, isso é extremamente perigoso.

Ok, mas o que isso tem em comum com o reality? Calma, estou chegando lá. No BBB, temos uma participante que irrita, em sua maioria, os homens dentro e fora da casa justamente pelo seu posicionamento. Estou falando de Ana Paula. Você tem todo o direito de não gostar dela e não ter a mesma opinião política que ela, mas vamos concordar que, se as outras mulheres do programa tivessem o conhecimento, o letramento e o posicionamento dela, elas dominariam o jogo.


Em uma conversa com seus aliados, ela admitiu que aprendeu a ser forte e a se impor perante os homens para não ser agredida. A mesma afirma que, do seu grupo de amigas, apenas ela e mais uma nunca sofreram violência.


A verdade é que as mulheres poderiam dominar o mundo e, por isso, são paralisadas por certas religiões e pelos homens. Mulheres foram queimadas como bruxas porque eram inteligentes e já estavam se movimentando para reivindicar seus direitos.


Na Islândia, as mulheres fizeram greve para impor a igualdade de gênero; o país simplesmente parou e, depois de muita conversa, se tornou o primeiro país com igualdade salarial entre homens e mulheres do mundo. Olha aí o poder da união feminina. Por isso, o machismo vive alimentando a rivalidade entre mulheres. Nem vou falar do movimento redpill, melhor deixar para a próxima edição.


Este texto é para te mostrar que você não precisa aceitar tudo o que a sociedade impõe, não precisa caber em um número de roupa para ser bela, não precisa estar em um relacionamento para ser bem-sucedida e pode dizer “não” quando quiser. As críticas vão vir, pois é justamente por agir assim que a Ana Paula é tão odiada. Mas, vai por mim, é melhor lidar com as críticas do que ter o seu nome na lista de mulheres que foram agredidas ou fazer parte da estatística do feminicídio.


Que não tenhamos medo nem vergonha por não nos encaixarmos no molde que a sociedade impõe. E, se isso é ser bruxa, serei com muito orgulho!


Flávia Albuquerque para a coluna Fala Feminina

Encontre-a no Instagram: @flavia.albuquerqueoficial


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