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Não é fácil ser mulher



Certeza que a "Fulana" tem chulé!

Certeza que a "Beltrana" fez o teste do sofá.

Certeza que o marido da "Sicrana" casou com ela por interesse.

Quanta maldade!


Certezas cruéis, mentirosas, de um imaginário coletivo doente, que acredita piamente na escassez, no não merecimento do feminino sagrado potente e poderoso que difama as mulheres que se atrevem a se destacar de alguma forma, a se colocarem a disposição da sociedade iluminando o caminho para todas as outras mulheres, mesmo que elas não reconheçam a coragem e a generosidade que estão envolvidas nestes movimentos.


Não é fácil ser mulher, nem muito menos ser uma mulher potente num mundo estruturalmente machista.


Eu não dou mais conta de comentários assim, que nos depreciam, que nos invalidam, que nos anulam e que nos fazem menor para acalentar a pequenez de homens e mulheres de ego frágeis e inseguros.


Eu não dou mais conta de ouvir que uma mulher linda não pode ser inteligente e bem-sucedida pelos próprios méritos. Que uma mulher gorda não pode ser bem-amada, que uma mulher que trabalha muito não pode ser boa mãe.


O que isso tudo me diz? Me diz que o pensamento, a crença que impera no nosso inconsciente coletivo é a crença da escassez absoluta! Que não podemos ter tudo, que não podemos ser nossa melhor versão, que não podemos nada que incomode o outro. E pior, que se alguma mulher é tudo, tem tudo, ela rouba esse lugar essa possibilidade de todas as outras! Mentira! Isso é a mais absoluta intriga da oposição!


Meninas amadas e empoderadas, fortaleçam umas as outras, aplaudam, compartilhem, divulguem, apoiem!

A gota d'água foi quando eu pela terceira vez ouvi em um grupo de amigos, do qual faz parte uma amiga muuuuuito querida, as pessoas dizendo:

“Ah não, não é possível, ela não pode ser linda desse jeito, bem-sucedida desse jeito, bem-amada, inteligente, doce e poderosa. Ela tem que ter chulé, bafo, ou algo do tipo! Não é justo!”


Sabe o que não é justo? Não é justo a gente precisar se preocupar em não ser a nossa melhor e mais poderosa versão para não tomar porrada, par não incomodar “azamigas”!


Isso não é justo, nem com a gente, nem com a próxima geração que precisa de representatividade para confiar na sua força e nas possibilidades infinitas que a vida apresenta para quem confia no próprio taco.


Meninas amadas e empoderadas, fortaleçam umas as outras, aplaudam, compartilhem, divulguem, apoiem!


Não permitam que ninguém deprecie outra mulher na sua frente nunca mais, independente da sua relação com ela, mesmo que você não goste dela, mesmo que ela não te represente, mesmo que ela tenha falado mal de você um dia. Essa luta pela validação de nossa existência e da nossa potencia é de todas nós, e sem dúvida eu sei que aqui eu falo para mulheres que entendem na alma a importância desta postura combativa em prol de um feminino potente, sem culpa e sem vergonha!


Quando uma de nós brilha, nós iluminamos o caminho para todas as outras!


Encontre-a no Instagram: @fabianaguntovitch


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